Crítica – Blog Instrumental Verves

“Para quem quer conhecer um novo compositor que representa a nova geração com sua música orquestral e camerística de frescor contemporâneo instigante, o nome dele é Caio Facó.”

“O cearense Caio Facó é um dos mais jovens e proeminentes compositores brasileiros a contribuir com a música erudita contemporânea no Brasil. Com apenas vinte e poucos anos, Facó já tinha recebido diversas encomendas e comissões — inclusive da OSESP — e já havia transpassado os fronteiras brasileiras para ser comissionado, também, em solo americano. É o que documenta este registro acima intitulado Opus 1 (2019). O álbum traz algumas de suas obras concertantes e orquestrais tais como Aproximações Áureas (para grande orquestra) com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, As Veias Abertas da América Latina (para violino e orquestra de cordas) com o violinista Emmanuele Baldini e a Orquestra de Câmara de Valdivia (Chile), O Crepúsculo dos Tolos (para orquestra de câmara) com o International Contemporary Ensemble (EUA) e Cangaceiros e Fanáticos (para quarteto de cordas) com o Quarteto de Cordas da OSESP. À primeira audição, a obra de Caio Facó parece se conectar com a história, as temáticas e as estórias do Brasil, mas sem soar por demais sugestiva quanto aos regionalismos e folclores brasileiros como o fazem os compositores mais apegados ao conceito de brasilidade e/ou ao nacionalismo guarnieriano de outrora, mostrando que suas intenções se resumem em conectar sua música com os traços do neorromântico e do neoclássico contemporâneo, apresentando adereços modernistas já bem diluídos em uma nova contemporaneidade, trabalhando bem os contrastes e efeitos e mesclando dissonâncias com consonâncias de uma forma preponderantemente atual. É uma obra que também parece soar como verdadeiras paisagens sonoras do Brasil e das Américas, sem aderir ao convencional folclorismo: caso, por exemplo, da peça Cangaceiros e Fanáticos (para quarteto de cordas) que traz inspirações do livro de mesmo nome do escritor Rui Facó, que é tio-avô do jovem compositor.”

https://www.instrumentalverves.org/2021/03/registros-de-musica-erudita.html

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